A Líder reuniu vozes de mulheres em cargos de liderança, de diferentes setores e gerações, para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a 8 de março.
Em que ponto estamos, hoje, no caminho para uma verdadeira igualdade de género nas organizações? E o que diria uma líder experiente à jovem mulher que foi no início da carreira sobre ambição, coragem e o lugar das mulheres na liderança?
A propósito do Dia Internacional da Mulher, a Líder reuniu várias mulheres em cargos de liderança, de diferentes setores e gerações, para refletirem sobre estas questões e partilharem as aprendizagens, desafios e convicções que marcaram os seus percursos.
Leonor Carmo Pedro, Diretora Executiva da Pedalar Sem Idade Portugal
Ainda há um caminho a percorrer, sobretudo em setores onde existe uma clara diferença de oportunidades. Segundo o Instituto Europeu para a Igualdade de Género, em 2025 só 23% dos especialistas nas TIC eram mulheres, mas em áreas como a Educação ou a Saúde, por outro lado, há uma elevada representação feminina (de 67% e 60%, respetivamente). Assim, o mais urgente é garantir oportunidades iguais, independentemente do setor, para que cada pessoa possa seguir a sua vocação sem barreiras.
À jovem mulher que era no início da carreira…
Na minha carreira, foram-me dadas oportunidades que gostava muito que todas as mulheres pudessem ter, mas a mais feliz foi a de trabalhar com pessoas com uma humanidade, generosidade e profissionalismo acima da média. Por isso, a carta seria simples: “és livre e digna, e todas as tuas decisões devem ser tomadas com base nessa certeza. Não te esqueças de dar oportunidades às pessoas que por ti se cruzarem e não te deixes levar por estereótipos demasiado fechados: centra-te nas pessoas e potencia aquilo que cada uma tem de melhor, porque as dificuldades são superadas quando o talento é desenvolvido”.